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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Jornal Valor Econômico em PDF, Quinta, 10 de Janeiro de 2013

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 Política muda e geração de térmicas será permanente
Ainda ontem o governo federal indicou que pretende desligar gradativamente as usinas térmicas assim que os reservatórios das hidrelétricas voltarem ao nível normal. Apesar disso, os planos para as térmicas alimentadas a gás natural e carvão seguem em outra direção. No médio prazo, o Ministério de Minas e Energia pretende que essas usinas, hoje só acionadas em caráter emergencial, passem a fazer parte constante da matriz energética do país. Isso significa que elas entrarão para a base do sistema elétrico nacional e funcionarão durante todo o ano, sendo paralisadas somente para manutenção.

Ao incluir as térmicas na base da geração, o governo quer garantir a segurança energética, embora isso signifique, no médio prazo, aumento no custo da energia e maior impacto ambiental. A decisão pode resultar em uma reviravolta entre os projetos de térmicas movidas a carvão mineral, um tipo de geração que desde 2009 não tem nenhum empreendimento incluído em leilões de energia, por conta de compromissos ambientais assumidos pelo Brasil. (Págs. 1 e A3)


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 2013 desafia o brilho dos fundos mistos
Com liberdade para passear entre os diferentes ativos, os gestores de multimercados souberam aproveitar as chances e obter ganhos de até 38% em 2012. Dos 547 fundos acessíveis ao investidor. 82% bateram o Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI) no ano. Apenas 99 perderam para o referencial, segundo levantamento do economista Marcelo d’Agosto, autor do blog "O Consultor Financeiro" no portal do Valor.

Haverá oportunidades para lucrar também neste ano, mas os retornos serão mais difíceis e menos fartos, na opinião dos gestores. Alguns deles vêem no alongamento das carteiras das seguradoras o impulso à valorização dos papéis de longo prazo. E esperam contar mais com a bolsa em 2013, se até março o governo americano chegar a um acordo com o Congresso nas questões fiscais. (Págs. 1 e D3)

Plano de SP na educação será vitrine para Dilma 
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), pretende financiar seus projetos na área de educação com recursos do governo federal. Ex-ministro da área, ele tenta captar investimentos bilionários da União para bancar desde a construção de 20 Centros Educacionais Unificados (CEUs) até a abertura de 150 mil novas vagas em creches.

O investimento federal, além de ajudar o governo do petista na capital, servirá de vitrine para a presidente Dilma Rousseff em sua campanha pela reeleição em 2014 na cidade, que concentra 8,6 milhões de eleitores. As obras poderão impulsionar também uma eventual candidatura do ministro da Educação, Aloizio Mercadante (PT), ao governo paulista no próximo ano. (Págs. 1 e A12)

Fiel democrata, Lew chefiará Tesouro
O presidente Barack Obama planeja nomear Jacob Lew para a Secretaria do Tesouro, disse um membro do partido do governo, colocando o especialista da Casa Branca em orçamento em um posto equivalente ao de ministro da Fazenda, no início de um ano que promete duras batalhas fiscais no Congresso.

Se aprovada pelo Senado, a nomeação de Lew para substituir Tim Geithner marcaria uma mudança em relação ao perfil dos chefes do Tesouro recentemente, já que ele é mais conhecido por ser um especialista em questões orçamentárias, leal ao Partido Democrata, do que um especialista do mercado financeiro bem relacionado no mundo dos negócios. (Págs. 1 e A9)

Mundo verde busca mercado mais popular
Desde que foi adquirida pelo fundo de “private equity"Axxon” há três anos, a rede de varejo de alimentação saudável Mundo Verde vem crescendo em ritmo mais acelerado. Em 2012, a empresa avançou 40% em vendas, faturou R$ 267 milhões e abriu 45 lojas. O bom resultado, diz Sergio Bocayuva, diretor-executivo, deu ânimo às projeções da companhia. Até 2018, a Mundo Verde quer atingir receita anual de R$ 1 bilhão. Para isso, desenvolve com fornecedores uma linha própria de produtos e planeja levar a alimentação saudável do segmento de nicho para o consumo de massa. (Págs. 1 e D5)
Acaba fronteira entre teles e empresas de TI
A competição entre operadoras de telecomunicações e fornecedores de equipamentos e serviços de tecnologia da informação, anunciada há alguns anos, já merece atenção e cuidados por parte dos dois lados. Anteriormente vistas como parceiras, essas empresas passaram a expandir suas áreas de serviços, mesclando cooperação com competição e eliminaram as fronteiras entre TI e telecomunicação no mercado empresarial.

Só com serviços gerenciados para clientes, que sâo dedicados e podem ficar baseados em centros de dados ou em servidores na nuvem, as teles faturaram no ano passado US$ 2,4 bilhões. 8% acima do ano anterior, segunda João Paulo Bruder, da consultoria IDC. Tipicamente, ê uma fada que as operadoras abocanharam das companhias de TI, diz ele. (Págs. 1 e B2)

Telas flexíveis finalmente começam a virar realidade. (Págs. 1 e B2)


Dan Akerson define as metas para uma GM revitalizada. (Págs. 1 e B11)


Ajuste no portfolio
Um ano após comprar a Mabel, PepsiCo coloca no mercado as primeiras linhas de biscoitos produzidos nas fábricas da antiga concorrente. Os lançamentos marcam uma nova estratégia da companhia, com expansão do portfólio e produtos de maior valor agregado, diz Daniel Assef. (Págs. 1 e B4)
Libbs deixa a Orygen
A farmacêutica nacional Libbs decidiu sair da Orygen Biotecnologia, superfarmacêutica criada com o apoio do governo federal para produzir medicamentos biológicos e biossimilares. (Págs. 1 e B10)
Produção de laranja recua
A produção brasileira de laranja deve voltar a cair com força na safra 2013/14, enquanto o setor tenta enxugar o excesso de oferta. Uma fonte ligada ao setor estima que a colheita deste ano deve somar 300 milhões de caixas, 17% menos que no ciclo anterior. (Págs. 1 e B13)
Carne argentina perde espaço
A exportação argentina de carne bovina no ano passado foi a menor desde 2001, com 168 mil toneladas e receita de US$ 913 milhões. O país é hoje o décimo vendedor mundial e o menor entre os países do Mercosul, com exceção da Venezuela. (Págs. 1 e B13)
Álcool versus gasolina
A eficiência energética do etanol na maior parte dos veículos vendidos no país é inferior aos 70% do desempenho energético da gasolina, nível indicado como referência no mercado. Em alguns modelos, o percentual chega a 60%. (Págs. 1 e B14)
Recorde em ano de baixa produção
A safra brasileira de café 2013/14 deve ficar entre 47 milhões e 50 milhões de sacas (60 kg), recuo de 7,6% a 1,3% em relação ao recorde do ciclo anterior. Será, porém, a maior colheita em um ano de baixa produtividade, dentro do ciclo bianual da cultura. (Págs. 1 e B14)
Dani Rodrik
O mercantilismo continua vivo e seu contínuo conflito com o liberalismo influenciará o futuro da economia global. (Págs. 1 e A11)
Mário Mesquita
Seria lamentável se, no afã de estimular a economia, as autoridades monetárias desancorarem as expectativas de inflação. (Págs. 1 e A11)

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

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Pacote dos portos já atrai investimentos de R$ 21 bi
Com o fim das restrições à construção de portos privados anunciado na semana passada, grandes grupos já levaram ao governo 23 projetos novos. Somados, esses terminais exigirão investimentos de R$ 21,1 bilhões até o biênio 2016/17, segundo estimativas do Palácio do Planalto.

A principal novidade das medidas foi a liberação dos terminais privados para movimentar qualquer quantidade de carga de terceiros. Com isso, já saíram do papel projetos de grande porte. A Gerdau prepara investimento de R$ 2 bilhões nas imediações de Itaguaí (RJ). Uma cifra semelhante será investida pela Bahia Mineração, em Ilhéus (BA). Em Porto Velho (RO), a Hermasa tem projeto de R$ 120 milhões para movimentar granéis sólidos. Duas instalações para grãos, que somam pouco menos de R$ 150 milhões, poderão ser construídas em Santarém (PA), por Bunge e Cargill. (Págs. 1 e A16)


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Plano dará mais recursos à inovação
O governo deverá lançar nos próximos dias um pacote de medidas para aumentar a competitividade da economia, assunto que tem tirado o sono da presidente Dilma Rousseff. As ações vão atacar o problema em pelo menos duas frentes: um generoso programa de financiamento à inovação em setores estratégicos e mudanças na legislação para facilitar a importação de mão de obra qualificada.

Caberá ao BNDES e à Finep oferecer R$ 20 bilhões em recursos - uma parte a fundo perdido ou com subsídios - a projetos de inovação nas áreas de petróleo e gás, etanol, energias renováveis, defesa e aeroespacial, saúde, tecnologia da informação e comunicação. (Págs. 1 e A2)

A anatomia da crise que quebrou a Aracruz
Na madrugada de 13 de setembro de 2008, enquanto aguardava no aeroporto de Londres sua conexão para o Brasil, Isac Zagury, então diretor financeiro da Aracruz Celulose, enviou a seus gerentes um e-mail com um apelo: "Vamos rezar e pedir muito pela ajuda divina". O estouro da bolha imobiliária era o prenúncio da crise que se aprofundaria dois dias depois, com a quebra do Lehman Brothers. Para centenas de empresas brasileiras que haviam comprado derivativos cambiais com pouco conhecimento de suas regras, a instabilidade dos mercados e a forte desvalorização do real iriam sangrá-las nos meses seguintes. Para a Aracruz, foi o começo da agonia.

O Valor reconstituiu os bastidores dramáticos dessa história, ouviu envolvidos e colheu reveladoras trocas de e-mails e conta como a Aracruz mergulhou em direção a um rombo de R$ 4,3 bilhões, fruto da exposição a derivativos tóxicos que passavam de US$ 10 bilhões. O valor de mercado da empresa caiu de R$ 10,7 bilhões para R$ R$ 3,5 bilhões no início de novembro daquele ano. Zagury e sua equipe tentaram encerrar os contratos sem contar aos superiores, mas as perdas cresciam a cada dia sem que eles sequer conseguissem calcular seu valor. (Págs. 1 e Eu & Fim de Semana)

Férias coletivas serão mais curtas
As empresas reduziram ou estão repetindo o número de dias das férias coletivas neste ano, um sinal de recuperação do nível de atividade.

Na região do ABC, haverá um número menor de dias parados nas montadoras e empresas de autopeças em relação a 2011. Em setores de bens semiduráveis, como têxteis, vestuário e calçados, o número será próximo ao do ano passado. O segmento de caminhões é um dos que terão uma parada maior. (Págs. 1 e A3)

Letras de crédito roubam o espaço de CDBs na captação
Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) vêm perdendo espaço para as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) entre os investidores pessoas físicas e para as letras financeiras entre os investidores institucionais. "A queda da Selic incentiva a procura por investimentos isentos do Imposto de Renda", explica Fabio Zenaro, gerente de novos negócios da Cetip.

O estoque de CDBs caiu 8% em novembro em relação ao mesmo período de 2011, enquanto o saldo de emissões de LCAs e LCIs cresceu 30% e 34%, respectivamente. Para os bancos, esses papéis são vantajosos, pois podem oferecer taxas inferiores às dos CDBs. (Págs 1 e C1)

Bancos centrais ampliam as apostas de alto risco
Os maiores bancos centrais do mundo planejam injetar mais bilhões de dólares na economia, investindo em títulos soberanos, hipotecas e empréstimos comerciais. Essa estratégia é, na verdade, uma experiência de alto risco, baseada, em parte, nos trabalhos acadêmicos de alguns economistas que estudaram e lecionaram no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT, nas décadas de 1970 e 1980.

Se os banqueiros centrais estiverem corretos, vão ajudar a economia mundial a evitar uma estagnação prolongada. Se estiverem errados, podem atiçar a inflação ou semear outra crise financeira. (Págs. 1 e B12)

Com 4G, Claro abre nova frente de batalha entre as teles (Págs. 1 e B6)


Nova tecnologia permite extração mais eficiente do minério de ferro (Págs. 1 e B14)


Favorito na eleição japonesa, Shinzo Abe deve elevar estímulos e desvalorizar o iene (Págs. 1 e A13)


Aposta na infraestrutura
Os setores de energia e telecomunicações deverão alavancar o desempenho da indústria elétrica e eletrônica no próximo ano. A previsão é de crescimento de 8%, para R$ 156,7 bilhões. (Págs. 1 e B2)
Anhanguera aumenta dividendos
O grupo educacional Anhanguera vai adotar uma nova estratégia a partir de 2013. Ao mesmo tempo em que vai desacelerar as aquisições, vai investir em cursos a distância e ampliar a distribuição de dividendos de 1% para 25% do lucro líquido. (Págs. 1 e B9)
Previdência Privada
Em um cenário de juros mais baixos, investidores procuram planos com menores taxas de administração e de carregamento para compensar a queda da rentabilidade. Além disso, terão de aceitar riscos maiores nos planos de renda fixa para atingir ganhos, diz Marcelo Mello, da SulAmérica. (Págs. 1 e Caderno especial)
BorgWarner amplia produção
A fabricante americana de autopeças BorgWarner começou a transferir suas linhas de produção de Campinas para a nova fábrica de Itatiba, ambas no interior paulista. A operação deve estar concluída até fevereiro. (Págs. 1 e B11)
Castelão pronto para o jogo
Será inaugurado no domingo, em Fortaleza (CE), o primeiro estádio da Copa de 2014. A conclusão das obras da Arena Castelão foi antecipada em quatro meses. A intenção é gerar receita o mais rápido possível, dentro dos oito anos da “concessão”. (Págs. 1 e B11)
Importações de trigo
Restrições argentinas à exportação e forte queda da safra doméstica obrigarão os moinhos brasileiros a importar até 3 milhões de toneladas de trigo de países que não integram o Mercosul, pagando Tarifa Externa Comum (TEC) do bloco. (Págs. 1 e B18)
Rússia aceita acordo sobre suínos
A Rússia anuncia hoje um acordo com o Brasil que permitirá a continuidade das exportações de carne suína brasileira para seu mercado. Os dois países concordaram em adotar um modelo de certificação menos complexo e custoso aos exportadores. (Págs. 1 e B18)
Ideias
Maria Cristina Fernandes

Enquanto Lula promete o que não sabe se poderá entregar, Dilma busca baixar a fervura na Federação e no empresariado. (Págs. 1 e A6)

Eduardo Augusto Guimarães

Contribuição mais relevante da MP 595 é remover as restrições à expansão dos terminais portuários de uso privado. (Págs. 1 e A14)


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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Jornal Valor Econômico em PDF, Segunda, 03 de Dezembro de 2012

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Popularização de planos de saúde superlota hospitais
O aumento do emprego e da renda permitiu que, nos últimos seis anos, 11,4 milhões de brasileiros passassem a ter planos de saúde, que hoje atendem a 48,6 milhões de pessoas. Essa expansão provocou a superlotação de hospitais e laboratórios, porque milhões de cidadãos das classes C e D, que antes só iam ao médico em caso de urgência e usando a rede pública, passaram a recorrer à rede privada.

Levantamento da consultoria Aon Hewitt Brasil mostra que entre 2006 e 2012 o número de consultas aumentou 8,3% e o de exames, 29%. Com o acesso ao convênio médico, as pessoas estão suprindo a demanda reprimida e agendando consultas, indo a hospitais e, principalmente, fazendo exames de análises clínicas e de imagem, um dos maiores gargalos do Sistema Único de Saúde (SUS). (Págs. 1 e B5)


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Rio ganha uma fábrica de trens
A concessionária de trens urbanos SuperVia, comandada pela Odebrecht TransPort, anuncia hoje a construção de uma fábrica de trens no Estado do Rio de Janeiro em parceria com a francesa Alstom. Pelo acordo, a SuperVia vai investir R$ 300 milhões - R$ 20 milhões na unidade fabril e R$ 280 milhões na compra de 20 trens que serão construídos pela companhia francesa no local, até agosto de 2014. A nova fábrica começará a ser erguida pela Alstom em janeiro de 2013 e deverá estar concluída em sete meses.

A decisão de construir a fábrica, segundo o presidente da SuperVia, Carlos José Cunha, teve como principal objetivo adiantar a demanda dos 20 trens que já faziam parte de um compromisso da concessionária com o Estado do Rio e deveriam ser entregues entre 2016 e 2020. O aporte de R$ 300 milhões da SuperVia faz parte do plano de investimentos que prevê desembolso total de R$ 1,2 bilhão entre 2011 e 2016. O montante, segundo Cunha, deveria ser investido até 2020. (Págs. 1 e B7)

Indenização a geradoras também vai aumentar
O governo prepara novo decreto presidencial para corrigir os valores de ressarcimento às atuais concessionárias de geração pelos gastos que elas tiveram ao construir suas usinas hidrelétricas. O texto do decreto está pronto na Casa Civil e depende apenas de assinatura da presidente Dilma Rousseff.

O decreto reconhecerá os "custos retardatários" que as concessionárias tiveram desde a construção das usinas. Quando definiu o cálculo das indenizações, o governo considerou o Valor Novo de Reposição, que trazia para os custos de hoje o quanto as empresas gastaram no momento de erguer seus ativos. Mas deixou de lado todos os custos assumidos posteriormente, como modernização de turbinas e investimentos socioambientais ao longo da concessão. (Págs. 1, A5, A6 e B10)

Fotolegenda: A nova rota do Ártico
Em viagem pioneira, o petroleiro Ob River transporta gás natural da Noruega pelo Oceano Ártico até o Japão, quando chega na terça-feira. O aquecimento global tornou possível a utilização da rota, que reduz em três semanas o percurso usual pelo Mar Mediterrâneo. (Págs. 1 e A15)
Impasse financeiro ameaça Doha
Uma nova demanda de recursos financeiros feita pelos países em desenvolvimento às nações ricas pode colocar em colapso as negociações internacionais por um acordo climático na rodada de Doha, no Qatar, que entra em sua semana decisiva. O pedido é de US$ 60 bilhões até 2015. Delegados da União Europeia disseram que não irão se comprometer com nenhuma outra soma para combater os problemas causados pelas mudanças climáticas nos lugares mais vulneráveis do mundo. A crise econômica doméstica impede isso, justificam.

A questão financeira é um dos pontos nevrálgicos da negociação. Os países ricos se comprometeram a dar US$ 30 bilhões - US$ 10 bilhões ao ano - como recursos de curto prazo para os países mais afetados pela mudança do clima. O prazo era 2010 a 2012 e termina agora. (Págs. 1 e A15)

De novo na contramão, Credit Suisse prevê 4% de crescimento
O economista-chefe do banco Credit Suisse, Nilson Teixeira, foi um dos primeiros a prever que em 2012 a economia brasileira cresceria menos de 2% e depois refez sua previsão para 15% e 1,3%. Ela recebeu a zombaria pública do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Quando fez essas previsões, Teixeira estava na contramão de seus colegas do mercado. Depois da divulgação do resultado do terceiro trimestre, sua previsão de alta de 1,3% foi reduzida para 1%. Mas, uma vez mais, Teixeira está remando contra a corrente de uma boa parte dos analistas, que não estão vislumbram uma boa recuperação. O economista do Credit está otimista e manteve a previsão de que o PIB crescerá 4% no próximo ano e 4,5% em 2014. Teixeira disse que, com a diminuição da probabilidade de um evento extremo no exterior e a recuperação da indústria em curso, os empresários voltarão a investir. (Págs. 1 e A4)

Caixa compra R$ 500 mi em papéis da J&F sem garantia
A J&F Participações, holding que concentra os investimentos do grupo JBS, fechou uma captação de R$ 500 milhões em debêntures. Na prática, trata-se de um empréstimo, já que os papéis foram integralmente adquiridos pela Caixa Econômica Federal, banco que coordenou a operação.

A J&F obteve os recursos por um prazo de cinco anos, com carência de três anos para o pagamento do principal. Vai pagar juros equivalentes à taxa do depósito interfinanceiro (DI), que acompanha a Selic, mais 1,82% ao ano, custo inferior ao de emissões públicas de debêntures com perfil de risco semelhante e de empréstimos anteriores obtidos pela companhia. (Págs 1 e C3)

Crescimento em duas velocidades divide as economias da América Latina (Págs. 1 e B11)

Pacotes de tarifas dos bancos são desafio para os clientes (Págs. 1 e C1)

Restrição a pulverizações aéreas preocupa agricultores (Págs. 1 e B14)

Entraves ao crescimento
Desemprego, poupança e investimento baixos e ausência de reformas estruturais reduzem o Produto Interno Bruto (PIB) potencial do país, que hoje estaria entre 3% e 3,5%, segundo estimativas. (Págs. 1 e A3)
Imbituba estica contrato
A Companhia Docas de Imbituba, administradora do porto catarinense, obteve liminar que estende seu contrato de concessão até julho de 2016, por conta de intervenção feita pelo governo à época da 2ª Guerra. (Págs. 1 e B1)
Avanço da segurança eletrônica
Aumento da violência nas metrópoles, principalmente na Grande São Paulo, impulsiona as vendas de equipamentos de segurança eletrônica, um mercado que movimentou US$ 1,8 bilhão no Brasil no ano passado. (Págs. 1 e B3)
A nova imagem dos televisores
Para o mercado de televisores, 2012 marcou a consolidação dos aparelhos de LED, com mais da metade das vendas, e também das “smartTVs”, com acesso à internet. No próximo ano, grandes fabricantes encerram a produção dos aparelhos de LCD. (Págs. 1 e B4)
Governo anima o setor de pesados
MAN e Mercedes anunciaram encomendas do governo que abrem perspectiva de recuperação do mercado de veículos pesados em 2013. A líder MAN, com a marca Volkswagen, venceu licitação para fornecer mais de 3 mil caminhões às Forças Armadas. (Págs. 1 e B7)
VSE ajusta o foco e corta pessoal
A Vale Soluções em Energia (VSE) demitiu cerca de 220 empregados. Os cortes fazem parte do reposicionamento da empresa, que vai focar as atividades de gaseificação, tratamento de resíduos e biodigestão. (Págs. 1 e B10)
Clima prejudica trigo gaúcho
Uma série de problemas climáticos, como excesso de chuvas, granizo e ventos muito fortes, fará com que os produtores gaúchos colham, no máximo, 1,8 milhão de toneladas de trigo na safra 2012/13, ante a previsão inicial de 2,5 milhões de toneladas. (Págs. 1 e B14)
STJ isenta serviço acessório de teles
Decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) isenta as operadoras de telefonia do pagamento de ICMS sobre serviços acessórios à telecomunicação, como habilitação e troca de aparelhos, religação de linhas, mudança de números etc. (Págs. 1 e E1)
Prêmio BM&FBovespa
A repórter Alessandra Bellotto, do Valor, foi a vencedora do Prêmio BM&FBovespa de Jornalismo de 2012, com a reportagem “Promessa é dúvida”, publicada no dia 23 de julho, no caderno EU& Investimentos. (Págs. 1 e Eu & Investimentos)
Ideias
Sergio Leo

Isolada na Comunidade Andina, que adota um franco liberalismo, a Bolívia terá muitos desafios para entrar no Mercosul. (Págs. 1 e A2)

Renato Janine Ribeiro

Haverá relação entre políticas de inclusão social levadas a cabo com êxito por governos de esquerda e corrupção? (Págs. 1 e A14)


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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Jornal Valor Econômico em PDF, Quinta, 29 de Novembro de 2012

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 Menor tarifa vai definir as concessões em portos
Após sucessivos adiamentos, a presidente Dilma Rousseff interveio para definir um dos impasses que ainda envolviam o pacote de medidas para o setor portuário, cujo anúncio foi marcado para o dia 6. Dilma definiu que as licitações de novos portos e terminais serão feitas pela menor proposta para uma cesta de tarifas. Foi descartada a alternativa, considerada menos complexa por uma parte de seus auxiliares próximos, de usar o maior valor de outorga como critério para as futuras concorrências.

Com isso, deverá ser aplicado um sistema de disputa mais parecido com o das rodovias, no qual vence o consórcio que oferece a menor tarifa de pedágio. Esse sistema, na avaliação da presidente, é mais eficiente para reduzir custos. Nos aeroportos concedidos recentemente à iniciativa privada prevaleceu outro critério, o de maior preço - levando a fortes ágios sobre o valor mínimo de outorga que havia sido fixado pelo governo. (Págs. 1 e A10) 


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Operadoras saem da rota da Infraero
As concessionárias que estão assumindo as operações dos três aeroportos privatizados pelo governo - Guarulhos, Viracopos e Brasília - jogaram fora projetos herdados da Infraero e vão "devolver" pelo menos 580 funcionários à estatal. Elas anunciaram obras de expansão que superam as exigências contratuais até a Copa do Mundo de 2014. O consórcio Inframérica assume no sábado a administração do aeroporto de Brasília e desativará as duas ampliações provisórias. O projeto básico de engenharia do terminal 3 de Guarulhos, encomendado pela Infraero, foi desprezado pela nova concessionária. (Págs. 1 e A7)
STF reduz as penas de Jefferson
O Supremo Tribunal Federal (STF) terminou ontem a definição das penas dos 25 réus do mensalão. O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu ficou com a maior punição entre os políticos. O deputado e ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) deverá cumprir nove anos e quatro meses de prisão, inicialmente em regime fechado, pelos crimes de peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, além de pagar multa de R$ 370 mil. A Corte concedeu redução de pena ao presidente do PTB, Roberto Jefferson, pelo fato de ele ter denunciado o mensalão e condenou-o a 7 anos e 14 dias de prisão, além do pagamento de multa de R$ 720,8 mil, por corrupção e lavagem de dinheiro. Jefferson inicia o cumprimento da pena no regime semiaberto. (Págs. 1 e A17)
Fotolegenda: Largar na frente
A Raízen prepara um grande projeto de etanol de segunda geração. "Queremos sair na frente na produção do etanol celulósico no Brasil", diz o vice-presidente, Pedro Mizutani. (Págs. 1 e B14)

Renovação de concessões na mira de juristas
Uma das cláusulas do termo aditivo ao contrato de concessão estabelecido pelo governo federal para as geradoras que fizerem a renovação do acordo com base na Medida Provisória (MP) 579 é alvo de contestação. Ela estabelece que, ao aceitar a repactuação, a concessionária abre mão dos direitos preexistentes e também dos que venham a contrariar a lei que resultar da conversão da MP 579. Especialistas afirmam que essa renúncia antecipada a direitos é questionável e traz insegurança jurídica. (Págs. 1 e A11)
FGC tenta encontrar comprador para o BVA
Uma intensa movimentação de bastidores nas últimas semanas tenta costurar uma operação de salvamento do BVA e, assim, evitar sua liquidação e punições mais severas por parte do Banco Central. A articulação é feita pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), entidade financiada pelos bancos e responsável por garantir o dinheiro de depositantes de bancos liquidados até determinado limite.

O Valor apurou que o FGC consultou bancos de investimento e acabou contratando o BR Partners para encontrar um comprador para o BVA. A movimentação é surpreendente porque não houve caso no Brasil, até agora, de um banco que conseguisse sair da intervenção. Pessoas que analisaram os números do BVA consideram bastante difícil que se encontre uma saída. (Págs. 1 e C1)

Dano moral em brigas no trabalho
As empresas têm o dever legal de garantir a segurança de seus funcionários. Esse entendimento tem sido adotado pela Justiça do Trabalho para condenar empregadores a pagar indenizações a funcionários agredidos por colegas ou terceiros. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, por exemplo, que uma empresa de engenharia de produção de celulares pague R$ 10 mil a uma funcionária agredida pelo gerente ao mostrar um dos aparelhos que estaria com defeito. (Págs. 1 e E1)
Cobrança de impostos é o novo passo nas reformas pró-mercado em Cuba (Págs 1 e A19)

Com Cristina, Dilma evita críticas e defende integração industrial (págs 1 e A5)

Energia e agricultura lideram emissões
Combate ao desmatamento mudou o perfil das emissões de gases-estufa no Brasil. Em 2011, energia e agricultura responderam por cerca de 56% do total das emissões brasileiras. (Págs. 1 e A10)
TV paga investe por nova imagem
As operadoras de TV por assinatura assumiram o compromisso de investir juntas R$ 2,5 bilhões em 2013 para aperfeiçoar o atendimento aos clientes e reduzir os índices de reclamações registrados no setor. (Págs. 1 e B3)
Carro popular perde espaço
O incentivo fiscal concedido pelo governo e a maior seletividade dos bancos na concessão de financiamentos alavancaram as vendas de automóveis com motorização superior ao 1.0 dos modelos populares. (Págs. 1 e B9)
Pequenas e Médias Empresas
Para especialistas em varejo, o comércio eletrônico é um caminho sem volta para o pequeno empreendedor que deseja aumentar suas vendas, como Carla Monteiro, da Grife Mix, que acaba de inaugurar uma loja virtual com velas de decoração e presentes. (Págs. 1 e Caderno especial)
Rio prevê incentivo ao biogás
Projeto de lei do governo fluminense prevê que as distribuidoras de gás Ceg e Ceg Rio adquiram 350 mil metros cúbicos/dia de biogás produzido por aterros sanitários no Estado. (Págs. 1 e B9)
Embargo russo mais perto do fim
Às vésperas da visita da presidente Dilma Rousseff, Rússia e Brasil chegaram a acordo para o fim do embargo às exportações de carnes do Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul O acerto, no entanto, não garante a retomada imediata dos embarques. (Págs. 1 e B14)
Bonsucesso leva o Star Cash
O Banco Bonsucesso pagou em leilão R$ 1,52 milhão pelo Star Cash, a plataforma de cartões de viagem pré-pagos do Banco Cruzeiro do Sul, que teve a liquidação decretada em setembro pelo Banco Central. (Págs. 1 e C7)
MDT e AC Agro recebem aporte
A gestora de fundos de “private equity” Pátria Investimentos fechou a aquisição de participações na fabricante de próteses hospitalares MDT e na AC Agro, produtora de café, gado e grãos. O valor dos aportes não foi divulgado. (Págs. 1 e C7)
Prerrogativas femininas
Ainda incipiente no Brasil, a adoção de benefícios específicos voltados para as funcionárias começam a se tomar mais comuns e mais abrangentes do que o tradicional auxílio-creche, presente em mais de 80% das empresas. (Págs. 1 e D1)
Ideias
Ribamar Oliveira

BC trabalha com meta de superávit primário de 3,1 % do PIB em 2013, mas é muito improvável que isso se materialize. (Págs. 1 e A2)

Fabio Giambiagi

Setor de petróleo funcionava muito bem até ser atropelado pela agenda ideológica que orientou a mudança de regime. (Págs. 1 e A21)

Excesso de capacidade vira problema para siderúrgicas (Págs. 1 e B12)

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Jornal Valor Econômico em PDF, Terça, 27 de Novembro de 2012

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Abilio pede definição sobre o futuro do Pão de Açúcar
Pela primeira vez, o empresário Abilio Diniz formalizou o interesse de sair do grupo Pão de Açúcar e ficar com a Via Varejo, em carta enviada diretamente a Jean-Charles Naouri, dono do Casino. Espera com isso acabar com desconfianças do sócio sobre sua intenção. No texto, ao qual o Valor teve acesso, Abilio diz que é preciso definir “qual rota" irão tomar e enfatiza que essa “indefinição” é prejudicial à companhia.

A carta foi enviada pouco antes de Abilio decolar para Paris, onde tentou ontem participar de reunião sobre o planejamento estratégico do Pão de Açúcar. Mas o empresário não passou da recepção. Dali mesmo, mandou e-mail a Naouri: "A proibição de minha participação (...) será considerada ofensa aos meus direitos, com as responsabilizações e demais consequências cabíveis". Naouri respondeu a Abilio em carta de quatro parágrafos, cujo teor foi divulgado ontem pelo Valor PRO, serviço de tempo real do Valor: "O encontro discute a visão de longo prazo do Casino e nós não somos obrigados a dividir essas visões com você (...), especialmente à luz de uma reiterada e explícita intenção de obter modificações em acordos que nos amarram, com o objetivo de concorrer com o GPA", escreveu Naouri. (Págs. 1, B1 e B5)


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Indenização a elétricas pode ser revista
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, admite que o governo poderá revisar alguns valores das indenizações para as empresas de energia sujeitas à MP 579, que trata das renovações das concessões do setor elétrico. "Está sendo analisado. Eventualmente vai sair uma outra portaria corrigindo os valores. Eventualmente", disse Tolmasquim, que responde pelo planejamento energético. Cesp, Cemig, Celesc e a paulista Empresa Metropolitana de Águas e Energia entraram com recurso administrativo questionando o valor da indenização. (Págs. 1 e A9)
Intervenção expõe risco de institutos de previdência
A liquidação extrajudicial da Diferencial, uma corretora de Porto Alegre, revelou o alto risco ao qual estavam expostos dezenas de institutos de previdência de Estados e municípios. Esses institutos aplicaram dezenas de milhões de reais em um fundo gerido pela Diferencial com características incomuns.

Antes da liquidação, 40% do patrimônio do fundo correspondiam a papéis prefixados dos bancos BVA, PanAmericano e Rural, com vencimentos longos, de 2020 até 2030, e rentabilidade de até 18% ao ano. A intervenção do BC no BVA, em outubro, provocou perdas de R$ 240 milhões para os investidores, o equivalente a 36,4% do patrimônio, conforme fato relevante divulgado em 24 de outubro. (Págs. 1 e C14)

Fotolegenda: Banho de leite
Produtores esguicham leite em policiais durante manifestação em frente ao Edifício do Parlamento Europeu, em Bruxelas: os agricultores levaram também seus tratores para as ruas para protestar contra os preços do leite, que consideram injustos na comunidade europeia. (Pág. 1)
Custo de manutenção das reservas cai muito
A desvalorização cambial e a queda da taxa Selic, do segundo semestre de 2011 para cá, reduziram brutalmente o custo de carregamento das reservas internacionais. De 2008 até setembro deste ano, o custo foi de R$ 3,33 bilhões, segundo dados do Banco Central. Não fosse a desvalorização do real, essa conta teria sido negativa em R$ 116,47 bilhões.

Manter reservas cambiais tem um custo fiscal que resulta da diferença entre o rendimento obtido pelo BC com as aplicações das reservas em ativos no exterior e o que paga de juros para esterilizar, internamente, os recursos acumulados. (Págs. 1 e C1)

Brasil tem o maior ganho em bem-estar social
O Brasil foi o país que melhor usou o crescimento econômico nos últimos cinco anos para elevar o padrão de vida e o bem-estar de sua população. Se o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu ao ritmo médio anual de 5,1% entre 2006 e 2011, os ganhos sociais foram equivalentes aos de um país com crescimento anual de 13%, segundo levantamento feito pela Boston Consulting Group (BCG), que comparou indicadores econômicos e sociais de 150 países. O desempenho brasileiro é atribuído principalmente à distribuição de renda. Depois do Brasil, aparecem no ranking Angola, Albânia, Camboja e Uruguai. A Argentina ficou na 26ª colocação. (Págs. 1 e A8)
'Crime e castigo' reduz penas de detentos em SC
Os presos da penitenciária de Joaçaba (SC) encontraram um benefício inusitado na leitura dos clássicos da literatura universal - a diminuição das penas. Ler "Crime e Castigo", do escritor russo Fiódor Dostoiévski, poderá reduzir em quatro dias o tempo de encarceramento. Eles passarão por uma avaliação do juiz Márcio Umberto Bragaglia e seus assessores.

Em junho, portaria do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e da Justiça Federal instituiu um programa similar, o "Remissão pela leitura". Os participantes têm até 30 dias para realizar a leitura e ao fim do período devem escrever uma resenha. Mais de 1,2 mil presos já diminuíram suas penas lendo clássicos, segundo o Depen. (Págs. 1 e E1)

França ameaça expulsar ArcelorMittal por ‘mentir’ e ‘chantagear’(Págs. 1 e A15)

Governo reduz contingenciamento
O governo diminuiu em R$ 8,4 bilhões o contingenciamento de R$ 35 bilhões que tinha feito nas chamadas despesas discricionárias. O Ministério da Defesa foi autorizado a gastar mais R$ 1,7 bilhão em quatro projetos considerados estratégicos. (Págs. 1 e A6)
Buritirama adia expansão
A queda nos preços do manganês levou a Buritirama, mineradora da holding Bonsucex, a adiar um investimento de US$ 300 milhões em sua mina de manganês, na região de Carajás (PA), que incluia logística de transporte e planta de sinterização. (Págs. 1 e B6)
Cosan planeja investir R$ 5 bi
A Cosan pretende investir R$ 5 bilhões nos próximos cinco anos, com destaque para as áreas de combustíveis e gás canalizado. A compra da Esso marcou a mudança do foco, reforçada neste ano com a oferta pela Comgás e a negociação para entrar na ALL. (Págs. 1 e B7)
Café
Oferta dos chamados cafés gourmet no Brasil dobrou entre 2008 e 2011. “Entramos atrasados nesse mercado, mas acredito que temos conseguido reverter a imagem de grandes produtores de baixa qualidade”, diz Vanusia Nogueira, da Associação Brasileira de Cafés Especiais. (Págs. 1 e Caderno especial)
Rumo aos portos
Criada pelo grupo Cosan para movimentar commodities agrícolas por ferrovia, a Rumo Logística tem interesse em expandir sua atuação no setor portuário. O alvo é o pacote de investimentos a ser lançado pelo governo até o fim do ano. (Págs. 1 e B12)
Energia solar em Fernando de Noronha
O grupo Neoenergia lançou edital internacional para construção da primeira usina de energia solar da Ilha de Fernando de Noronha, no litoral de Pernambuco. O projeto está avaliado em R$ 5 milhões. (Págs. 1 e B13)
Ideias
Delfim Netto

Ninguém acredita, nem o BC, que no longo prazo a política de câmbio fixo e o sistema de metas de inflação sejam compatíveis. (Págs. 1 e A2)

Raymundo Costa

O Partido dos Trabalhadores não se entende sobre o fim da Comissão Parlamentar de Inquérito do Cachoeira. (Págs. 1 e A11)

Na OMC, União Europeia ataca o novo regime automotivo brasileiro (Págs. 1 e A16)

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